O JornalDentistry em 2018-1-23

EDITORIAL

Desafiemos-nos em 2018

Sejam bem vindos a um ano novo, que espero e desejo seja o de concretizações felizes para todos os colegas a todos os níveis! Neste primeiro editorial do ano tenho de me atrever a antecipar objetivos e a planear o futuro...

Célia Coutinho Alves, DDS, PhD, Médica Dentista Doutorada em Periodontologia, Diretora do "O JornalDentistry"

Falar dum futuro cada vez mais digital na medicina dentária já não é prevê-lo, mas constatar que hoje essa já é a realidade da prática clínica. Exemplo disso mesmo são os diversos artigos que recheiam esta edição de janeiro d’O Jornal- Dentistry, com reportagens sobre a Expodental 2018 de março, em Madrid, a revelar que o digital está em toda a parte, ou como a digitalização da gestão clínica pode ser um dos caminhos para a fidelização do paciente, ou 
como a análise digital da oclusão pode ser uma mais-valia na integração personalizada da reabilitação de cada paciente. Neste sentido, atrevo-me a antecipar que a integração do digital na medicina dentária vai traçar um caminho mais específico neste ano de 2018. 
Após ter começado com o objetivo de encurtar o tempo de duração dos tratamentos à cadeira e laboratoriais, aumentando a sua precisão, e com isso generalizando a percentagem de clínicos que avançaram para a execução de técnicas digitais, começará a especializar- -se em softwares que permitirão o registo do “único” e a reprodução do “único” para cada paciente. Estou convencida que a integração do digital será pelo caminho da personalização dos tratamentos e dos sorrisos, afastando cada vez mais o conceito “the same result for everyone”. Neste sentido acredito que este ano será o ano em que veremos os clínicos a preocupar-se cada vez mais com uma formação diferenciada, pois só um clínico que domine 
os conceitos será um clínico que domina a tecnologia. E mais: que a integra positivamente em cada tratamento para um resultado individual e personalizado. 
A tecnologia ajudar-nos-á a definir a melhor posição dos dentes em relação ao lábio, a melhor posição do implante resultante da melhor posição dos dentes, a melhor disposição dos dentes no arco – e validá-lo antecipadamente na boca de cada paciente – e a reproduzir em laboratório precisamente o que foi validado em boca. Como aprenderemos a dominar tanta tecnologia? Primeiro aprendendo a ser bons médicos dentistas. Depois integrando esta tecnologia no dia-a-dia, sem a resistência de mudar rotinas. Porque aprendemos a fazer as coisas, fazendo-as. Não há outra forma. 
E também percebendo que não podemos manualmente gerir tantos bites de ficheiros. Atrevo-me a antecipar que da equipa clínica de medicina dentária começa a fazer parte não só a assistente, a rececionista o técnico de laboratório, mas também o bioengenheiro. Ele ajudar-nos-á dominando a tecnologia de base e o software. A nossa obrigação é dominar as técnicas para saber pedir, criticar, executar, validar e responsabilizarmo-nos por cada trata- mento que planeamos e executamos em cada paciente individualmente. 
Antecipo para 2018 uma medicina dentária de mais investimento e mais desafios à nossa zona de conforto. Mas não são essas duas condições que nos fazem avançar em tudo na vida? 
 
 
Editorial publicada na edição impressa e digital do "O JornalDentistry" de janeiro de 2018

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