O JornalDentistry em 2018-12-27

EVENTOS

A importância da Formação Avançada, Contínua e Específica na área de Implantologia Dentária

O Swiss Dental Education Center – SDS Portugal está a terminar mais um ano dedicado à Formação Avançada em Implantologia Oral. O Dr. Hugo Sá Pinto, médico dentista com largos anos de experiência na área da reabilitação oral e implantologia oral, conta a O JornalDentistry o trabalho desenvolvido com a SDS nos últimos anos, bem como o seu percurso de formação contínua

Dr. Hugo Sá Pinto.

O JornalDentistry – Realizou o Curso de Imersão à Implantologia do SDE este ano. Que balanço realiza do curso? Que mais-valias lhe trouxe a nível profissional? 

Dr. Hugo Sá Pinto – Apesar de já ter um conhecimento genérico sobre a estrutura do Curso de Imersão à Implantologia, a informação e testemunho que obtive dos colegas que trabalham comigo na Swiss Dental Services (SDS), aumentou consideravelmente as minhas expetativas. Não só pela qualidade da abordagem teórica, mas sobretudo pela componente prática que assume um papel preponderante e inovador. Na minha opinião, o caminho da medicina dentária passa pela subdivisão em especialidades. Só desta forma o profissional conseguirá atingir a excelência numa determinada área. Neste sentido, o Curso de Imersão à Implantologia, representa um passo decisivo nessa diferenciação, uma vez que o seu foco é a cirurgia implantar e reabilitação oral sobre implantes. No meu caso, tratou-se de uma experiência absolutamente enriquecedora, que definitivamente me transformou num melhor profissional. 

O JornalDentistry – O que destacaria do conteúdo e abrangência do curso? De que forma, enriqueceram o seu conhecimento e experiência? 

Dr. Hugo Sá Pinto – Estamos na era da informação e, felizmente, qualquer profissional tem acesso direto a um vastíssimo conjunto de informação nesta área. Na minha opinião, o perigo para os profissionais está, muitas vezes, na seriação que realizamos de toda a informação. Existem inúmeros estudos que apesar de serem bastante apelativos, por vezes, não têm qualquer relevância científica, ou porque a casuística é de tal forma baixa, ou porque o número de variáveis é de tal forma extensa que as conclusões ali tiradas em pouco ou nada nos enriquecem. Os conceitos básicos sobre a implantologia já foram descritos há bastantes anos e creio que, para uma boa prática clínica, estes devem estar devidamente alicerçados. Neste campo, a grande vantagem do Swiss Dental Education Center (SDE) é dar a conhecer esses mesmos conceitos, reforçá-los, despertando em nós, o desejo para explorar ferozmente os tesouros escritos sobre a implantologia. 

O JornalDentistry – Qual a sua opinião sobre as metodologias e filosofia de trabalho do SDE durante o curso e no trabalho do dia a dia na clínica? 

Dr. Hugo Sá Pinto – O SDE tem um método bastante tutorial e disciplinado. O curso realizado pelo SDE está estruturado de uma forma absolutamente irrepreensível porque a ordem de trabalhos está de tal forma esquematizada que o aluno vê-se obrigado a estar com a máxima atenção para depois corresponder de igual forma na prática clínica. Neste curso o aluno terá oportunidade de realizar diversas cirurgias sempre sob supervisão dos professores e estes estão sensíveis à constante evolução do aluno, módulo após módulo. A clínica SDS não é, efetivamente, para todos, e quando digo para todos refiro-me ao grau de exigência e de profissionalismo que nos é pedido profissionalismo que nos é pedido.   

Não podemos esquecer que se trata de um centro cirúrgico cujo princípio chave é Reabilitação Oral Total Avançada (ROTA®) e como devem perceber cada caso é um caso e não se pode dar nada como certo mesmo que sejamos “donos” de uma prática invejável e de um conhecimento digno de um historiador. O que eu posso garantir a quem vier trabalhar connosco é que os desafios são diários e se nos queremos manter no barco temos que estar em constante atualização e dar não cem, mas mil por cento de nós mesmos. 

O JornalDentistry – Como encara a importância dada pela SDS, através do SDE, à Formação Intensiva e Avançada para os quadros profissionais internos e externos? 

Dr. Hugo Sá Pinto – Se por um lado a SDS é pioneira no seu investimento em formação, proporcionado a todos os seus profissionais as ferramentas necessárias ao seu trabalho e evolução profissional, por outro lado, também apresenta padrões de exigência mui- to elevados ao nível da performance diária, promovendo e exigindo o melhor de cada um de nós. A Clínica SDS apresenta um crescimento sustentável, perspetivando-se até ao final do ano de 2018 com dez clínicas abertas e mais alguns projetos em cima da mesa. Esta evolução é o reflexo do conhecimento, dedicação, partilha, companheirismo e lealdade. Num grupo desta dimensão, todos os casos clínicos são estudados e explorados previamente pelos colegas e professores, e depois são partilhados com o corpo clínico. Só desta forma conseguimos ter uma equipa informada, formada e absolutamente desperta para as adversidades do dia       a dia. 

O JornalDentistry – A SDS está a iniciar a construção do seu Novo Centro de Formação. Que mais-valias considera que este trará aos profissionais? 

Dr. Hugo Sá Pinto – Encaro o SDE como um projeto bastante arrojado. Não conheço um centro de formação desta natureza em Portugal, com as condições supracitadas. Encaro o Centro de Formação como uma verdadeira mais-valia no panorama nacional, e talvez internacional. 

O JornalDentistry – A componente de Formação em Prótese é uma parte integrante do Curso. Porque considera que é importante essa formação em técnicas de Próteses? É importante o implantologista ter formação em Prótese? 

Dr. Hugo Sá Pinto – Tradicionalmente o médico dentista implantologista aprendia a colocar os implantes onde lhe parecia ser mais conveniente, ou onde havia maior disponibilidade óssea, sem uma orientação reabilitadora. Hoje as palavras de ordem são “Planeamento Reverso”. Hoje os casos são preparados dando plena prioridade à componente protética, reabilitadora e depois então à componente cirúrgica. Preparamos o caso primeiramente tendo em vista a reabilitação oral, ou seja, a componente protética, procurando o melhor resultado funcional e estético e só depois planeamos a componente cirúrgica. Isto não é totalmente linear, pois cada caso é um caso e o que nós pretendemos é obter o melhor dos dois mundos, nunca perdendo de vista o objetivo que é o paciente e o melhor para este. 

O JornalDentistry – Que conselhos dá a outros profissionais que procuram Formação Avançada complementar e Atualização na área da implantologia? 

Dr. Hugo Sá Pinto – Este não é apenas mais um curso. Considero que os colegas devem encarar esta formação como um desafio, como uma maratona formativa, pois a quantidade de casos e os diversos graus de complexidade e a intensidade dos módulos obriga-nos a dar não cem, mas mil por cento de nós mesmos. 

 

www.swissdentalservices.com/clinics.php

 

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