Assumir que equívocos acontecem e geram erros deveria ser a tónica de qualquer equipa de atendimento.
Durante anos, a tecnologia foi um dos principais fatores de diferenciação no nosso setor. Ter acesso a scanners intraorais, sistemas CAD/CAM, fresadoras ou impressoras 3D colocava alguns laboratórios vários passos à frente dos restantes.
O custo é frequentemente apontado como um dos principais obstáculos à digitalização e à adoção de algoritmos de Inteligência Artificial (IA) na medicina dentária, mas a natureza desse obstáculo está a mudar.
Há um momento muito particular na vida de muitas clíni- cas em que quase tudo parece finalmente estar a correr bem. O número de utentes aumenta, entram novos profissionais, os horários começam a ficar preenchidos com mais facilidade e aquilo que começou como um projeto pequeno ganha dimensão, reputação e ritmo.
Longe de ser apenas uma promessa teórica, a IA já se consolidou como uma ferramenta clínica e de gestão quotidiana e está a avançar a um ritmo impressionante impulsionada em grande parte pela forte digitalização do setor. Outro importante fator foi a recente regulamentação europeia (nomeadamente o EU AI Act), que trouxe maior segurança jurídica aos profissionais.
Há uns dias, estava numa conferência sobre workflow digital, daquelas em que, passados dez minutos, já percebemos mais ou menos o alinhamento: scanners, softwares, inteligência artificial, workflows mais rápidos, laboratórios mais automatizados.