A saúde oral em Portugal atravessa hoje um dos momentos mais paradoxais e, porventura, mais dramáticos da sua história recente.
A Sociedade Portuguesa de Implantologia e Osteointegração quer ampliar a sua projeção nacional e internacional, com eventos conjuntos e foco na captação de sócios e na atualização clínica contínua.
Distinguida com o Dewel Award, a ortodontista portuguesa defende, em entrevista a O JornalDentistry, uma prática mais humana, participada e baseada em evidência científica.
Precariedade, ausência de carreira e falta de vontade política continuam a travar uma rede pública de saúde oral, apesar de recursos existentes e indicadores preocupantes em Portugal, lamenta o presidente do SMDSP.
O final de um ano exige balanços. O início de um novo impõe promessas e desejos, como se, de um dia para o outro, fosse possível descobrir atalhos para chegarmos mais depressa onde queremos. Na medicina dentária, o caminho faz-se em percursos diferentes e com ritmos próprios: depende do lado para o qual olhamos.
A reestruturação dos Cuidados de Saúde Primários em Portugal não foi uma reforma. Foi uma sessão de espiritismo legislativo que convocou do além-burocrático uma coleção de entidades etéreas, uma zoologia administrativa cuja existência é tão tangível quanto a lógica que a rege.
(De 1975 a 1998) É sabido que a Medicina Dentária começou em Portugal após o 25 de Abril. Primeiramente, por Decreto, em Lisboa, mas na realidade foi no Porto que se iniciou o primeiro curso (1976), o qual eu integrei.
Estamos a menos de seis meses de entrar em 2026 e o país continua à espera de um compromisso político concreto para a saúde oral.
A medicina dentária está a redefinir o tratamento da apneia do sono, unindo tecnologia, ciência e prática clínica numa abordagem multidisciplinar com impacto na saúde pública.
Apesar da sua ligação a doenças graves, a saúde oral continua esquecida pelas políticas públicas. O próximo Governo tem a responsabilidade de mudar este cenário urgente.