O JornalDentistry em 2019-10-04

EVENTOS

Dr. Celso Orth: “O estilo descontraído é uma forma de apresentação que sempre me acompanhou”

O JornalDentistry foi ao Tagus Park assistir ao Curso Teórico de Gestão e Inovação em Saúde com o Dr. Celso Orth e Maria Fachin, uma formação organizada pela Mollaris.

Dr. Celso Orth - Maria Fachin

Num ambiente de aprendizagem informal, a “Equipa Orth” mostrou uma forma peculiar de ensinar, assente na descontração e no à-vontade com os participantes. O Dr. Celso Orth explica que temas foram abordados no evento.
 
— O JornalDentistry - Com quantos participantes contou a formação?
 A formação contou com aproximadamente 50 pessoas.
 
— O JornalDentistry - De que áreas profissionais provinham os participantes?

Profissionais médicos dentistas na sua maioria, mas também estiveram presentes profissionais que atuam na equipa, como gestores, assistentes e técnicos de prótese dentária.                                                                                                                                                                

— O JornalDentistry - Que feedback teve dos formandos?

Fiquei feliz com o feedback que tivemos, em que a aplicabilidade dos conteúdos apresentados, todos pertinentes ao dia-a-dia da clínica, são simplificados. Neste aspeto, os retornos dos participantes são sempre favoráveis e positivos, o que muito nos alegra.

— O JornalDentistry - O estilo das suas palestras é bastante descontraído. Este é o segredo para uma comunicação mais eficaz com os colegas de profissão?

O estilo descontraído é uma forma de apresentação que sempre me acompanhou, talvez devido à minha vivência no desporto, onde atuei por muito anos, no voleibol, como treinador de equipas. A minha primeira graduação foi como educador físico e, tratando-se de atividades que exigem disciplina, ao mesmo tempo a descontração também precisa de estar presente. Acredito que esta forma de apresentar faz com que os participantes tenham um acesso mais eficaz ao que é comunicado, quebrando com isso um paradigma de rigidez que, no meu modo de ver, pode afastar a plateia.

— O JornalDentistry - Que outras estratégias são importantes para a mensagem

ser bem recebida?

Acredito que, para a mensagem ser bem recebida, ela precisa de ter uma linguagem simples e adequada às questões da prática clínica. Se utilizarmos um vocabulário muito técnico - principalmente por se tratar de conteúdos de gestão com os quais os profissionais de saúde não lidam rotineiramente - podemos produzir ruídos na comunicação. Talvez não tivesse uma compreensão tão eficiente se a orientação seguisse por caminhos restritos aos profissionais das áreas administrativas.

— O JornalDentistry - Quais foram os principais temas abordados na formação

que destaca?

A gestão de pessoas, sempre de alta complexidade na sua forma, é um assunto que me encanta pela diversidade dos conteúdos que podem ser aplicados. Mas, além destes, focamos as rotinas administrativas que são centradas na organização da clínica como um todo. A medicina dentária digital, que tem a sua base na infraestrutura de informações, também é abordada. Além disso, abordamos as redes sociais, a formação de preços baseada em custos, gestão dos gastos, o marketing interno, a gestão de conflitos e os trabalhos em equipa. A construção de relacionamentos duradouros baseados na jornada da experiência dos pacientes é o foco primordial da formação.

— O JornalDentistry - Qual foi o principal ensinamento/desafio que transmitiu aos participantes?

Continuo a achar que a organização é a base da pirâmide. Ela é sofisticada ao ponto de nos dar acesso, a todo o momento, a qualquer mudança de rota. Não importa qual o setor da clínica, a estrutura de informações fornece-nos todos os parâmetros para uma boa administração.

— O JornalDentistry - Os médicos dentistas querem ser também gestores o preferem contratar gestores?

Neste caso, eu penso assim [a favor da contratação de gestores], mas não significa que seja o certo absoluto... terceirizar a gestão é um caminho que só se consegue no médio e longo prazo, mas seria a minha escolha. Acho que poder ficar de fora da área administrativa no dia-a-dia, seja da negociação, da cobrança, do agendamento e outras atividades, seria um ganho para os médicos dentistas. O que não podemos é abandonar completamente a gestão, precisamos ter pessoas competentes e ao mesmo tempo estarmos próximos, constantemente avaliando as ações, para que não se perca este olhar mais apurado.                                                                                    Simplesmente contratar gestores, uma tendência em muitas clínicas, sem o conhecimento mais profundo de como funciona a medicina dentária, pode levar a um fracasso. A profissão tem muitas características próprias que precisam de ser atendidas para que o gestor seja bem-sucedido.

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