O JornalDentistry em 2018-7-25

EVENTOS

EMFILS Fibrin Week PRF, uma revolução minimamente invasiva

Entre os dias 4 e 8 de junho, a Emfils Fibrin Week percorreu o país com uma formação dedicada ao Platelet-Rich Fibrin (PRF). Lisboa foi a primeira cidade a receber a ação formativa, teórica e prática, onde se debateram os principais benefícios desta técnica minimamente invasiva

Prof. Doutora Moira Leão — Prof. Doutor Leonel Oliveira.

Inserida no programa de “Continuing Education” da Emfils, a Fibrin Week percorreu o país de norte a sul com uma formação teórica e prática sobre a utilização de fibrina. “Ao longo de uma semana, passámos por cinco cidades diferentes para dar a conhecer os benefícios da utilização da fibrina na medicina dentária”, revelou-nos Gilson Membrive, diretor-geral da Emfils Portugal. “No total, foram ministradas 40
horas de formação dedicada a esta temática”, sublinhou.
Dedicado tanto a profissionais menos experientes como a profissionais com mais experiência, o curso teve como ponto de partida a capital, que acolheu 40 alunos na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL) – lotação
máxima – para a componente teórica, e cerca de 20 para a prática, ministrada na Klínika We Care.
“Consideramos que para estarem cem por cento seguros na utilização de fibrina, os alunos devem receber uma formação teórica e prática. Aprofundámos a teoria com um corpo docente de excelência, e depois aliámos a componente prática, onde os alunos aprendem a realizar a venopunção e obtenção de fibrina”, referiu Gilson Membrive.

Engenharia tecidual – mais do que regenerar

Como explicou a Prof. Doutora Moira Leão durante a formação teórica, para conseguir recuperar um tecido, no corpo humano, depende-se, essencialmente, de três fatores: das células, de uma matriz e de moléculas sinalizadoras (fatores de crescimento). “Estes três elementos são comummente denominados da tríade da engenharia tecidual”, indicou a "O JornalDentistry". Na medicina dentária, esta tríade ganha

uma relevância ainda mais elevada, ao permitir a colocação de um enxerto, ou implante, de forma minimamente invasiva.
“Hoje a tendência da reabilitação oral é francamente biológica. Entende-se que, quanto mais biológicos os procedimentos, técnicas e materiais utilizados durante uma reabilitação, mais rapidamente se chegará ao sucesso da mesma”.
Para o Prof. Doutor Leonel Oliveira, docente desta formação, estamos perante uma verdadeira alteração de paradigma na medicina dentária. “A medicina já conhece bem os benefícios da utilização transfusional do sangue”, comentou.
“Porém, embora o conhecimento do potencial terapêutico do sangue não seja uma novidade, a medicina dentária apenas agora está a despertar para os benefícios da sua utilização”.
Hoje, para o docente, já não faz sentido que a reabilitação oral e a implantologia estejam dissociadas da metodologia da utilização de sangue não transfusional. “Há 20 anos, acreditava-se que os implantes só poderiam ser colocados onde existisse osso, a prótese resolvia o resto. Hoje vivemos um novo paradigma, o implante é colocado onde ele é necessário e, se não houver osso, regenera-se osso”, referiu.

Utilização de fibrina acelera recuperação de pacientes

Numa formação onde o objetivo foi “ajudar os alunos a entenderem como se comportam as células, qual o melhor ambiente para a matriz e fatores de crescimento”, houve ainda espaço para discutir as vantagens que a utilização de
fibrina traz para os pacientes. “Com esta técnica, a utilização de osso autógeno – muitas vezes a primeira escolha dos profissionais – é dispensada. Com o recurso à fibrina, elimina-se a necessidade de abrir um segundo campo cirúrgico,
que pode ser uma área dadora na própria cavidade oral (do mento ou da mandíbula), ou até de uma região extrabucal, como por exemplo o osso do quadril, da calote craniana, que são áreas também dadoras de osso autógeno”, referiu a Prof. Doutora Moira Leão. Por ser um biomaterial obtido através do sangue do próprio paciente, a utilização da fibrina é minimamente invasiva, diminuindo significativamente a morbilidade do paciente, bem como o desconforto e o edema que a cirurgia aporta.
As vantagens não ficam por aqui: “Esta matriz de fibrina pode ser também utilizada para recobrir os enxertos e, no caso, por exemplo, de um ponto soltar, com as membranas de fibrina a protegerem o enxerto elimina-se o risco de infeção do mesmo, não se comprometendo a sua qualidade”,  aferiu a médica dentista, docente na Emfils Fibrin Week.
“Além disso, estas membranas de fibrinas possuem uma concentração celular bastante elevada de linfócitos, que são as células que protegem o corpo e combatem as infeções.
Este reforço de células protetoras reduz bastante a possibilidade de complicações no período pós-operatório”, disse.

Da teoria à prática

Para poderem aplicar os seus conhecimentos na prática diária e introduzirem esta técnica nas suas reabilitações orais, os profissionais que frequentaram a formação tiveram a oportunidade de colocar em prática os conhecimentos transmitidos
pela Prof. Doutora Moira Leão e pelo Prof. Doutor Leonel Oliveira no módulo teórico.
O primeiro passo para a realização desta técnica está no domínio da venopunção, algo com que os médicos dentistas não estão familiarizados. “A grande maioria dos médicos dentistas não sabem realizar a venopunção, que é um conhecimento obrigatório noutras especialidades médicas e na enfermagem”, afirmou o Prof. Doutor Leonel Oliveira.
Para o médico dentista, “a colheita sanguínea para obtenção de fibrina tem particularidades que nem enfermeiros ou técnicos de laboratório conhecem, como por exemplo a preservaçãoda colheita sem interferência do ambiente extravascular”,
tornando a necessidade de uma formação prática nesta área ainda maior. Neste módulo, os alunos tiveram a oportunidade de praticar individualmente a venopunção.

EMFILS  —  www.emfils.pt/pt/home/

Artigo publicado no  "O JornalDentistry"  de julho de 2018 edição impressa e digital

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