JornalDentistry em 2026-5-25
No Dia da Criança, a MALO CLINIC alerta para a urgência da intervenção precoce nas más mordidas, tecnicamente conhecidas como mal oclusões: um problema que começa na boca e pode afetar a correta digestão dos alimentos, a postura, o sono e a autoestima.
No Dia da Criança, que se assinala a 1 de junho, a MALO CLINIC apela à atenção de pais, pediatras e educadores para um problema silencioso que afeta milhões de crianças em todo o mundo: as mal oclusões dentárias. Estudos estimam que entre 60% a 70% das crianças em idade escolar apresentam algum grau de mal oclusão2, sendo que uma parte significativa das crianças não recebe avaliação ortodôntica precoce.
O que é uma mal oclusão e porque importa agir cedo?
A mal oclusão define-se como qualquer desalinhamento entre os dentes superiores e inferiores que comprometa a função mastigatória, a fala ou a estética. As formas mais comuns incluem a mordida cruzada, a mordida aberta, o apinhamento dentário, o retrognatismo mandibular (mandibula recuada) e o prognatismo mandibular (mandibula avançada). A causa pode ser genética, mas está frequentemente associada a hábitos como a sucção do dedo, o uso prolongado de chupeta, a respiração oral crónica ou uma alimentação de consistência excessivamente mole.
“A janela de oportunidade para uma intervenção simples, eficaz e com resultados duradouros situa-se entre os quatro e os treze anos, quando o esqueleto facial ainda está em crescimento. Nesta fase, conseguimos redirecionar o desenvolvimento da arcada com meios muito menos invasivos e muito mais eficazes do que na idade adulta”, explica Dr. Gonçalo Oliveira e Sá, médico dentista, coordenador de Ortodontia da MALO CLINIC.
Consequências de uma mal oclusão não tratada
Ignorar uma mal oclusão na infância pode ter impacto muito além da estética dentária. As principais consequências são:
—Dificuldades na mastigação e digestão: uma mordida incorreta compromete a mastigação dos alimentos, sobrecarregando o sistema digestivo.
—Problemas de fala e linguagem: determinadas más oclusões interferem diretamente na articulação de sons, podendo prolongar ou agravar alterações da fala (dislalias).
—Alterações posturais: o desequilíbrio mandibular projeta-se na coluna cervical e na postura global, podendo causar dores crónicas.
—Apneia do sono e respiração oral: arcadas dentárias estreitas favorecem a obstrução das vias aéreas superiores, com repercussão no descanso e no desenvolvimento cognitivo.
— Impacto psicoemocional: crianças com apinhamentos severos ou mordidas abertas evidentes podem sofrer de baixa autoestima e dificuldades de socialização.
—Tratamentos mais complexos na idade adulta: o que se resolve com um simples aparelho dentário em idade precoce pode requerer tratamentos mais complexos com cirurgia ortognática quando já não existe crescimento oro-facial.
Quando e como deve ser feita a primeira avaliação?
A Ordem dos Médicos Dentistas recomenda que a primeira consulta de avaliação ortodôntica ocorra por volta dos seis ou sete anos, quando os primeiros molares e incisivos definitivos erupcionam. Nesta consulta, o ortodontista analisa o padrão de crescimento facial, a relação entre maxilar e mandíbula, a presença de hábitos deletérios e a cronologia da dentição. Quando a origem da mal oclusão pode estar relacionada com um problema funcional ou de crescimento, esta avaliação deve ser feita em idades tão precoces como os quatro anos.
A avaliação inclui exame clínico completo, scaneamento intra-oral digital, análise fotográfica e, quando indicado, radiografia(s). O plano de tratamento é sempre personalizado e pode envolver aparelhos removíveis, expansores palatinos, controlo de hábitos ou simples observação periódica, sem qualquer procedimento precipitado.
“Avaliar cedo não significa necessariamente intervir. Significa observar com rigor, agir no momento certo e poupar à criança anos de tratamentos mais complexos no futuro”, acrescenta Gonçalo Oliveira e Sá.
Com mais de três décadas de experiência em saúde oral, a MALO CLINIC dispõe de uma equipa clínica com prática exclusiva em Ortodontia, Ortopedia Funcional dos Maxilares e Odontopediatria, e uma abordagem focada no diagnóstico precoce e no acompanhamento ao longo do crescimento.
Referências:
¹ Lombardo, G., Vena, F., Negri, P., et al. (2020). Worldwide prevalence of malocclusion in the different stages of dentition: A systematic review and meta-analysis. European Journal of Paediatric Dentistry, 21(2), 115–122. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32567942/
² Dimberg, L. et al. (2011). Malocclusions in children at 3 and 7 years of age: A longitudinal study. European Journal of Orthodontics. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22045694/ ; Keski-Nisula, K. et al. (2015). Prevalence and change of malocclusions from primary to early permanent dentition. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/25867255/
Sobre a MALO CLINIC
A MALO CLINIC é líder no seu ramo de atividade, sendo uma referência mundial na área da medicina dentária. Dispõe de uma equipa multidisciplinar reconhecida e referenciada internacionalmente, composta por médicos dentistas altamente qualificados, com mais de duas décadas de conhecimento e investigação, cuja experiência permite a resolução de casos complexos. A MALO CLINIC e a sua equipa clínica detêm várias patentes, publicaram mais de 180 artigos científicos e receberam várias distinções, sendo referência internacional, especialmente pelo conceito pioneiro All-on-4 e pela quantidade e complexidade dos casos clínicos realizados.
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