O jornalDentistry em 2019-7-16

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Centro de Formação FA quer “Abrir o leque da oferta”

Em entrevista a’O JornalDentistry, o Prof. Doutor Fernando Almeida revela a estratégia para o sucesso do Centro de Formação a que dá nome.

O JornalDentistry  — De que forma é que a experiência do Prof. Doutor Fernando Almeida alavancou o sucesso do grupo de clínicas e centros de formação a que dá nome? Como e quando é que tudo começou?
 
Dr. Fernando Almeida - São 40 anos de medicina dentária. E a experiência adquirida
ao longo dos anos foi aplicada às restantes empresas do grupo. O Centro de Formação FA nasce pelo amor que tenho à prótese com e sem implantes e pelo gosto que tenho em ensinar.Comecei por ser docente no Instituto Superior de Ciências de Saúde do Norte nos anos 90, entretanto passei para o Instituto Superior de Ciências de Saúde do Sul (atual Egas Moniz) e pelo meio doutorei-me na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, com a tese "Contribuição para o Estudo da Carga Imediata sobre Implantes”. Ou seja, todo o meu percurso académico fez com que me apaixonasse pela área do ensino, e daí ter nascido o Centro de Formação FA.
Em outubro vamos estrear dois "novos" cursos, um de Implantologia e outro de Reabilitação Oral. Estas formações serão diferentes das anteriores porque pela primeira vez vamos lecionar módulos duplos. Esta será uma formação
composta por seis módulos e que terá a duração de quatro meses. Vamos tentar manter a intensidade de sempre, tanto na parte teórica como na parte prática. Também em outubro irá haver a 7ª edição do Curso de Cirurgia Mucogengival
Estética Periodontal e Peri-implantar.
 
O JornalDentistry  — Têm, nas vossas clínicas e no centro de formação, profissionais e formadores de  várias áreas da medicina dentária. Esta multidisciplinaridade é fruto da necessidade e/ou uma escolha diferenciadora?
 
— Dr. Fernando Almeida O nosso principal desafio é ter profissionais o mais qualificados possível. A nossa equipa interna de formadores, bem como alguns dos formadores externos que trabalham connosco e restante corpo clínico, têm o cuidado - e claro está, o interesse - em estarem sempre o mais atualizados possível. Isso faz com que a informação partilhada durante as nossas formações seja mais atual, utilizando as técnicas que melhor se destacam na execução de alguns tratamentos.
No meio deste know-how, procuramos sempre apresentar aos formandos uma componente prática que possa ir ao encontro do que a literatura e os artigos científicos documentam.
Para acompanhar todo este conhecimento, tentamos estar sempre atualizados a
nível tecnológico, procurando envolver novas técnicas e ferramentas digitais nos procedimentos clínicos. Cada vez mais as novas tecnologias têm sido um apoio importantíssimo no dia-a-dia das clínicas dentárias, e nós, enquanto Centro de Formação, tentamos transmitir essa
importância e tentar impulsionar a facilidade e importância de utilização das mesmas.
O objetivo passa por abrir o leque da nossa oferta em formações.
Temos vindo aos poucos a consolidar e agregar novos cursos e novas temáticas.
O curso de Cirurgia Mucogengival Estética Periodontal e Peri-implantar tem-se vindo afirmar e já vamos para a 7ª edição. Tem sido um sucesso. Esta formação conta com a coordenação do Dr. Paulo Carvalho, Dr. Hélder Oliveira e Dr. Jorge André Cardoso.
Estamos também a começar uma pós-graduação em Ortodontia Auto-Ligada com a coordenação do Dr. Glauber Carinhena - é a nossa primeira experiência ao nível de formação em Ortodontia e estamos muito entusiasmados.
Temos em estudo a possibilidade de lançar novas formações, com novas parcerias.
 
O JornalDentistry  — Qual a percentagem de pacientes estrangeiros que
recebem nas vossas clínicas? Já definiram alguma estratégia para abordar os mercados internacionais?
 
— Dr. Fernando Almeida - Não temos nenhuma experiência com mercados internacionais, nem temos nenhuma estratégia. No entanto, recebemos com muita frequência portugueses que vivem no estrangeiro e que vêm a Portugal, com muita facilidade, devido aos voos low-cost, efetuar tratamentos. Aliado ao baixo custo dos voos, as pessoas têm claramente a noção que a medicina dentária praticada em Portugal é das melhores da Europa.
 
O JornalDentistry  — Existem formações mais e menos avançadas no vosso plano de estudos. Quem é o público-alvo delas e quais os requisitos que devem cumprir?
 
— Dr. Fernando Almeida - O público alvo são médicos dentistas..., desde os recém-
-formados até aos que, com já alguns anos de experiência, sentem necessidade de adquirir novos conhecimentos, ou simplesmente fazer um refresh. Por exemplo, temos um curso de Mucogengival que só faz sentido para quem já tem alguma prática no âmbito da periodontologia.
 
O JornalDentistry  — As vossas clínicas estão sediadas em zonas metropolitanas,
os vossos centros de formação também. Há a ambição de crescerem em número e em alcance, existem novos projetos em mente?
 
— Dr. Fernando Almeida - Não... (risos). Já estamos sediados nas principais cidades e
não temos nenhum projeto em mente.
 
O JornalDentistry  — E médicos dentistas estrangeiros, também recebem nas vossas formações?
 
— Dr. Fernando Almeida - Sim, mas em número reduzido. Temos bastantes colegas
que acabaram por ir trabalhar para o estrangeiro e depoissentem a necessidade de virem a Portugal fazer algumas das nossas formações, porque o nível e qualidade das formações praticadas em Portugal é muito superior ao dos países onde eles vivem ou trabalham.
 
O JornalDentistry  —  Que balanço fazem do vosso trabalho em formação?
No final dos cursos serem ministrados, para onde vão habitualmente os médicos dentistas formados?
 
— Dr. Fernando Almeida - No nosso entender, e pela procura que os cursos que
ministramos têm, acreditamos que os mesmos são uma mais valia para quem os pratica. Habitualmente, os colegas que vêm fazer as formações vêm indicados pelos gerentes das clínicas onde trabalham, ou pelos pais que também são médicos dentistas. E o percurso natural após aquisição de conhecimentos é o de dar continuidade ao trabalho deles nas suas clínicas. Por isso, os formandos acabam por ganhar conhecimento e experiência nas nossas formações, o que é  uma mais valia para dar continuidade à sua vida profissional.
 
O JornalDentistry  —  A digitalização dos procedimentos na medicina dentária começa a ser a norma um pouco por todo o lado. Nos vossos trabalhos, quando é que se deu a transformação digital e em que fase está neste momento?
 
 Dr. Fernando Almeida -  A nossa experiência no mundo digital teve início em 2012, com a execução de trabalhos sobre implantes e sobre dentes naturais. [Parte do trabalho digital] é feito através de digitalização de modelos e posteriormente fresado de zircónia em sistemas CAD/CAM. Também nas formações os alunos utilizam cada vez mais scanners intra-orais nos tratamentos de implantologia, bem como em casos de facetas e overlays - esta ferramenta substitui (não será para todos os casos, mas para uma grande parte) os moldes convencionais.
Também em conjunto com um parceiro estamos a fazer inlays e overlays na hora, recorrendo ao sistema Cerec. O acesso destas tecnologias é claramente uma grande mais valia para os formandos.
 
O JornalDentistry  — De que forma o Labdent tem acelerado a vossa resposta
aos desafios atuais da medicina dentária?
Quando temos dentro de portas uma estrutura laboratorial apetrechada com todas         as máquinas atuais, e com técnicos super habituados a toda esta rotina digital, é tudo muito mais fácil.

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OJD 64 JULHO 2019

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