JornalDentistry em 2025-11-18

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2034 data da eliminação da amálgama dentária

Convenção de Minamata sobre o Mercúrio, onde as Partes concordaram em definir 2034 como a data global de eliminação gradual, após a qual o fabrico, importação ou exportação de amálgama dentária deixará de ser permitido.

A amálgama dentária é uma liga metálica  composta principalmente por mercúrio, prata, estanho e cobre. É conhecida pela sua durabilidade e resistência, especialmente em áreas de alta carga mastigatória, mas o seu uso é controverso devido à toxicidade do mercúrio.
 
A eliminação gradual da amálgama dentária é importante para médicos dentistas devido aos riscos associados à exposição ao mercúrio e outros metais presentes nesse material restaurador, tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde e o meio ambiente.
 
Riscos à Saúde Humana
O amálgama dentário contém mercúrio, uma substância química considerada neurotóxica, capaz de causar danos ao corpo humano mesmo em baixas concentrações. Durante a mastigação, escovação dos dentes, bruxismo ou no processo de remoção, ocorre a liberação de vapor de mercúrio, que pode ser absorvido pelo organismo. Essa exposição pode desencadear uma série de sintomas e doenças, tais como:
— Ansiedade, depressão e irritabilidade. 
— Distúrbios neurológicos (problemas de memória, falta de concentração, tremores). 
—  Alterações no sistema imunológico e problemas renais. 
— Dores de cabeça, transtornos de visão, insônia e perda de apetite. 
— Distúrbios cardiovasculares e gastrointestinais. Em pessoas mais suscetíveis, como crianças, gestantes e portadores de doenças crônicas, esses efeitos podem ser intensificados. 
 


Riscos Dentários e Estruturais
Além dos riscos sistêmicos, o amálgama apresenta desvantagens técnicas, como maior risco de fratura dos dentes restaurados, pois sua rigidez diferencia-se da dentina e favorece trincas e quebras sob carga. Isso pode colocar em risco a estrutura dentária e até mesmo dificultar a longevidade clínica do dente tratado.

 

Evolução dos Materiais Restauradores
A substituição progressiva do amálgama por materiais como resina composta, que são biocompatíveis, estéticos e exigem menor desgaste dentário, revela uma tendência clara na medicina dentária atual. Esses materiais não possuem os riscos tóxicos do mercúrio e proporcionam melhor aceitação dos pacientes e maior preservação da estrutura dental.

 

Protocolo de Remoção Segura
É fundamental que a remoção do amálgama seja realizada seguindo protocolos rigorosos, como o isolamento do campo operatório, uso de evacuação de alto volume, ventilação adequada e medidas de detoxificação, para minimizar a exposição ao mercúrio tanto do paciente quanto da equipe de medicina dentária.

 

Impacto Ambiental
O amálgama também é fonte de poluição ambiental devido ao descarte inadequado dos resíduos que contêm mercúrio. A eliminação gradual contribui para a diminuição da carga de metais pesados no meio ambiente, reforçando o compromisso ético e social dos profissionais de saúde.

 

 

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