JornalDentistry em 2025-11-18
Convenção de Minamata sobre o Mercúrio, onde as Partes concordaram em definir 2034 como a data global de eliminação gradual, após a qual o fabrico, importação ou exportação de amálgama dentária deixará de ser permitido.
Riscos Dentários e Estruturais
Além dos riscos sistêmicos, o amálgama apresenta desvantagens técnicas, como maior risco de fratura dos dentes restaurados, pois sua rigidez diferencia-se da dentina e favorece trincas e quebras sob carga. Isso pode colocar em risco a estrutura dentária e até mesmo dificultar a longevidade clínica do dente tratado.
Evolução dos Materiais Restauradores
A substituição progressiva do amálgama por materiais como resina composta, que são biocompatíveis, estéticos e exigem menor desgaste dentário, revela uma tendência clara na medicina dentária atual. Esses materiais não possuem os riscos tóxicos do mercúrio e proporcionam melhor aceitação dos pacientes e maior preservação da estrutura dental.
Protocolo de Remoção Segura
É fundamental que a remoção do amálgama seja realizada seguindo protocolos rigorosos, como o isolamento do campo operatório, uso de evacuação de alto volume, ventilação adequada e medidas de detoxificação, para minimizar a exposição ao mercúrio tanto do paciente quanto da equipe de medicina dentária.
Impacto Ambiental
O amálgama também é fonte de poluição ambiental devido ao descarte inadequado dos resíduos que contêm mercúrio. A eliminação gradual contribui para a diminuição da carga de metais pesados no meio ambiente, reforçando o compromisso ético e social dos profissionais de saúde.