JornalDentistry em 2026-1-06

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Dados sobre medicina dentária na União Europeia (UE)

A medicina dentária revela grandes contrastes entre os membro da EU, marcado por uma saturação acentuada no Sul da Europa (incluindo Portugal) e uma elevada procura com remunerações atrativas no Norte e Centro.

A UE mostra um forte crescimento do número de médicos dentistas,  grande variação na distribuição por habitante e diferenças muito marcadas de salários entre países e tipos de vínculo.

Portugal situa‑se entre os países com mais dentistas por habitante, e com remunerações médias inferiores às dos países do centro e norte da Europa.

Densidade de Médicos Dentistas na UE
A média recomendada pela OMS é de 1,1 médicos entistas por 1.000 habitantes. No entanto, a distribuição na Europa é muito desigual.

Exemplos de densidade  de médicos dentistas por 100.000 habitante em alguns Países da UE
Grécia       134 - O rácio mais elevado da UE.
Chipre       132 - Mercado muito saturado.
Portugal   121 - Terceiro maior rácio; acima de 12.000 profissionais no ativo.
Alemanha  86  - Mercado equilibrado com alta capacidade financeira.
França.        63 - Escassez em zonas rurais ("desertos médicos").
Irlanda         45 - Um dos rácios mais baixos; elevada procura de profissionais.

Utilização de cuidados dentários
A média de consultas dentárias na UE ronda 1,2 visitas por habitante por ano,com diferenças significativas: há países com cerca de 0,3 visitas anuais e outros com mais de 3,3.

Em vários estados‑membros, o acesso é condicionado por fatores económicos                   ( co-pagamentos elevados, fraca cobertura pública), o que limita a procura apesar do número absoluto de médicos dentistas.

Zonas de Oportunidade (Escassez/Procura Alta):
— França: Existem os chamados "desertos médicos" nas zonas rurais e cidades médias. Ogoverno incentiva ativamente a instalação de estrangeiros.
— Países Baixos (Holanda) e Bélgica: Há uma falta estrutural de dentistas. Os Países Baixos dependem fortemente de dentistas estrangeiros (muitos portugueses e espanhóis).
— Irlanda: Alta procura, especialmente no setor privado, devido a um sistema público sobrecarregado.
— Escandinávia (Suécia, Dinamarca, Noruega): Procura constante, mas o setor público tem um peso muito maior e a barreira linguística é a mais alta.

Tendências 
A UE assiste a crescimento do número de dentistas em muitos países, ao mesmo tempo que se discutem desafios como desigualdade de acesso, concentração urbana de profissionais e migração de dentistas para países com melhor remuneração.

Para um médico dentista a ponderar mobilidade na UE, os dados sugerem:
Países com maior densidade de dentistas podem ter mais concorrência e salários médios mais pressionados.
Países com elevados rendimentos médios (Alemanha, Benelux, nórdicos, Irlanda) oferecem salários mais altos, mas com exigências de idioma, equivalência profissional e custo de vida também mais elevados.

 

 

 

 

Fontes: Várias

Foto: Unsplash/CCO Public Domain

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