JornalDentistry em 2026-1-27
Mais de metade dos médicos dentistas com inscrição suspensa em Portugal deixou o país para exercer no estrangeiro.
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Segundo o estudo Números da Ordem 2025, 56,4% destes profissionais suspenderam a inscrição com o objetivo de trabalhar fora, confirmando uma tendência de crescimento contínuo da emigração na classe. No final de 2024 existiam 2408 médicos dentistas com inscrição suspensa, mas, apesar do aumento absoluto, o ritmo de novas suspensões desacelerou de forma significativa, com apenas mais 96 casos face a 2023. A taxa de crescimento fixou-se nos 4,2%, abaixo dos valores registados nos dois anos anteriores, quando ultrapassou os dois dígitos. Entre os profissionais que suspenderam a inscrição há mais de cinco anos (período a partir do qual se considera improvável o regresso à prática em Portugal), o número atingiu um novo máximo: 1476 médicos dentistas, mais 10,2% do que em 2023. A maioria é de nacionalidade portuguesa (73,6%), mas entre os estrangeiros nesta situação destacam-se os brasileiros, que representam 179 dos 390 casos. França mantém-se como o principal destino dos médicos dentistas portugueses no estrangeiro, escolhida por 27% dos profissionais emigrados. O Reino Unido surge em segundo lugar, com 16,6%, enquanto Itália regressa à terceira posição (13,9%), ultrapassando Espanha (13,7%). Em paralelo, o número de médicos dentistas com inscrição ativa continua a crescer. Em 2024, a Ordem dos Médicos Dentistas Este aumento agravou novamente o rácio de médicos dentistas por habitante, que desceu para um profissional por cada 766 residentes, um valor 62% superior ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde. A classe mantém também uma forte predominância feminina, com 62,8% de mulheres, e mostra cada vez mais sinais de envelhecimento. A idade média subiu para 42 anos e a percentagem de profissionais com 45 ou menos anos voltou a cair, situando-se agora nos 61,5%. Outro dado relevante é o peso O estudo revela ainda fortes desigualdades regionais e mostra que, enquanto a Área Metropolitana do Porto e Viseu Dão Lafões apresentam um claro excesso de médicos dentistas por habitante, regiões como o Baixo Alentej e o Alentejo Litoral aproximam-se dos rácios recomendados pela OMS. No total, 16 das 26 regiões do país têm elevada densidade de profissionais, embora sete já estejam dentro dos valores de referência internacionais. Os dados agora divulgados resultam da base da Ordem dos Médicos Dentistas à data de 31 de dezembro de 2024 e traçam um retrato detalhado das tendências atuais da profissão em Portugal. |