TecnoHotelPortugal em 2026-1-20
Estudo realizado por investigadores da Hiroshi Oue (Hiroshima University, em ratos verificou que a perda dentária foi associada a um pior desempenho da memória,
Verificaram também um aumento dos marcadores de sinalização relacionados com a apoptose, um aumento dos indicadores de neuroinflamação e a um menor número de células NeuN positivas em regiões-chave da memória.
As associações com a perda dentária e os efeitos da dieta com baixo teor de proteína pareceram funcionar através de mecanismos separados, em vez de se combinarem para amplificar um ao outro, embora os autores note que o estudo pode não ter tido poder estatístico suficiente para detetar interações com segurança.
Se processos semelhantes ocorrem em humanos, isso requer mais estudos. As descobertas em ratos sugerem que a perda dentária pode afetar diretamente a biologia cerebral, em vez de funcionar apenas através de alterações nutricionais, mas a sua comprovação em humanos requer mais investigação. Se a ligação se confirmar, prevenir a perda dentária pode tornar-se uma estratégia para apoiar a saúde cognitiva durante o envelhecimento.
Uma questão em aberto envolve se a substituição de dentes em falta pode ajudar. O estudo não testou implantes dentários ou próteses dentárias, pelo que se a restauração da capacidade de mastigação após a perda dentária pode afetar os marcadores cerebrais ou a função cognitiva permanece desconhecido. Pesquisas futuras que testem esta possibilidade poderão determinar se a substituição dentária oferece benefícios para além da melhoria da nutrição.
A compreensão das ligações entre a saúde oral e a função cerebral continua a desenvolver-se como área de investigação. Os mecanismos que ligam a perda dentária às alterações cerebrais em ratinhos podem, eventualmente, ajudar a identificar novas abordagens para promover um envelhecimento saudável.
Nota: Este artigo relata um estudo com animais realizado em ratos. A investigação não foi testada em humanos, e se processos biológicos semelhantes ocorrem nas pessoas permanece desconhecido. As descobertas representam associações observadas em ambiente laboratorial e não devem ser interpretadas como aconselhamento médico.
Fonte: Hiroshi Oue (Hiroshima University
Foto: Unsplash/CCO Public Domain