JornalDentistry em 2025-8-05
Durante anos, o Dr. Miguel (nome hipotético) liderou a sua clínica dentária com dedicação e bom senso. Como muitos colegas, confiava na experiência acumulada, no saber prático e na intuição clínica como base do seu trabalho diário.
As rotinas estavam enraizadas, os colaboradores sabiam o que fazer, e os utentes voltavam — o que, na prática, era o melhor sinal de que tudo estava a correr bem.
Nunca tinha recebido qualquer alerta ou notificação da Entidade Reguladora da Saúde. E, como tantos outros, via isso como uma confirmação implícita de que a clínica estava em conformidade. Se ninguém dizia nada, é porque nada estava mal.
Um dia, por acaso, surgiu uma dúvida: “E se, por alguma razão, nos pedissem para comprovar como fazemos determinada coisa? Teríamos forma de o demonstrar?”
A perguntaficou no ar, desconfortável. Não havia procedimentos escritos, nem registos sistemáticos, nem fichas técnicas organizadas. Tudo estava na cabeça da equipa — e funcionava. Mas seria isso suficiente?

A verdade é que, em muitas clínicas dentárias, esta é a realidade. Não por desleixo, mas porque a prática clínica em Portugal cresceu muito mais depressa do que as práticas de manutenção do licenciamento para funcionamento e dos processos documentados. A maioria dos profissionais faz o melhor que sabe com os recursos disponíveis e concentra-se naquilo que considera mais importante: tratar bem os seus
utentes.
No entanto, quando falamos de conformidade, há uma diferença entre “estar tudo a funcionar” e “estar tudo certo”.
Não basta que tudo corra bem — é preciso que se possa provar, com alguma estrutura, que o que está a ser feito cumpre os requisitos legais. E isso implica dar pequenos passos na organização da clínica: começar a documentar e a sistematizar.

O Dr. Miguel percebeu isso não por imposição externa, mas porque tinha uma vontade genuína de estar preparado.
Não queria correr o risco de um qualquer pedido regulatório, ou visita da Entidade Reguladora da Saúde, o apanhar desprevenido. E também queria, aos poucos, construir uma base mais sólida para a sua clínica — uma que não dependesse apenas da memória ou da boa vontade de cada um.
A transformação foi simples, mas profunda. Com um breve telefonema, passou as informações principais de funcionamento da sua clínica e agendou uma videochamada para entender como seria a fórmula ideal para transformar a situação atual numa base sólida.
É precisamente esse o propósito do nosso serviço de Manutenção do Licenciamento para Funcionamento – BASIC: fornecer um método e uma poderosa ferramenta, acessível a todo o momento (a partir da internet), com supervisão técnica e acompanhamento da MedSUPPORT, que permita às clínicas cumprir os requisitos legais de forma tranquila e planeada, para não depender de improvisações (e custos) de última hora.
Com o tempo, aquilo que parecia difícil tornou-se um hábito. E a clínica ganhou uma nova confiança na forma como podia demonstrar o que fazia e na facilidade de ace-
der rapidamente a toda a informação.
Hoje, o Dr. Miguel gosta de dizer que continua a ser o mesmo dentista. Mas mais tranquilo e mais livre de interrupções sempre que aparecia um qualquer papel e ele era o único que o podia analisar. Agora, a sua equipa está preparada. E sabe que, se alguma entidade lhe bater à porta, não precisa de improvisar — só de mostrar o que faz todos os dias.
A sua história não é de erro ou de correção — é de crescimento. E mostra que, mesmo num setor onde tanto ainda se faz de forma intuitiva, é possível dar passos seguros
para garantir que o que parece estar bem… está, de facto, certo.
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A integração da Inteligência Artificial (IA) na medicina dentária na União Europeia.