O JornalDentistry em 2019-4-04

ARTIGOS

Cirurgia Robótica Transoral (TORS) para remoção de cancros na garganta

Robô pode cortar em áreas de difícil acesso na garganta para alcançar e remover tumores através da bocas dos pacientes — operação pioneira que reduz a necessidade de quimioterapia e radioterapia

Cirurgiões britânicos estão a usar um robô de ponta para remover tumores da garganta de difícil alcance através da boca dos pacientes. 

A operação pioneira foi concebido para reduz drasticamente a necessidade de radioterapia e quimioterapia extenuante, que pode deixar pacientes incapazes de engolir e dependente de um tubo de alimentação para toda a vida. 

Com um número crescente de pessoas a desenvolver cancro de garganta, é mais importante do que nunca ter uma gama de tratamentos eficazes que diminuem o impacto na qualidade de vida, comentou Asit Arora, chefe consultor e cirurgião de p cabeça e pescoço no Guy & St Thomas' NHS Trust, em Londres .

Outrora mais comum em pessoas idosas e  com história de bebida e tabaco, as taxas de cancro de cabeça e pescoço subiram 31 por cento nos últimos 25 anos e agora são tão comuns em pessoas com 50 anos como na faixa dos 80 anos 

Grande parte deste aumento do aumento é atribuído ao VPH (Vírus do Papiloma Humano) - através de uma extirpe deste vírus que pode ser transmitida durante o contacto íntimo e sexual. Pelo menos 80 por cento da população adulta é portadora de alguns tipos de VPH, a maioria nunca o vai saber. Embora nalguns casos, o VPH possa causar verrugas genitais ou na pele, algumas extirpes podem também ser causa de cancros anais e cervicais. 

O HPV também pode infetar a boca e a garganta e representa atualmente cerca de pelo menos metade dos cancros da garganta no Reino Unido. Até que um tumor ocorra, a infeção é tipicamente sem sintomas. 

O tratamento convencional para o cancro da garganta de fase inicial envolve um tratamento poderoso de radioterapia e quimioterapia, para a destruição do tumor, ou a cirurgia a laser para o remover. 

Os ciclos de radioterapia e quimioterapia são demorados - alguns pacientes podem ter que  fazer cerca de 30 viagens para o hospital ao longo de alguns meses. O tratamento pode danificar a mandíbula e também os músculos da deglutição, ou seja, pacientes não podem comer sem a ajuda de um tubo de alimentação. O tratamento a laser é mais suave sobre o corpo, mas pode ser difícil remover um cancro de  acesso complicado e complementarmente a maioria dos pacientes vai precisam depois de radioterapia alguns também de quimioterapia. 

Usando o robô, o cirurgião pode concentrar-se no tumor e cortá-lo com precisão. Com o paciente sob anestesia geral, o cirurgião controla o robô com as mãos e os pés. Um dos braços do robô tem uma câmara 3D, enquanto os outros dois tem a capacidade de empunhar instrumentos minúsculos que podem ser passadas através boca e na garganta, e movimentar-se de uma maneira impossível para a mão humana. 

“A cirurgia na boca e na garganta pode ser um desafio porque se está a trabalhar em áreas muito pequenas, manuseando instrumentos cirúrgicos em espaços apertados onde existem nervos importantes e vasos sanguíneos que devem ser evitadas, comenta Arora, que foi pioneira em cirurgia robótica para o cancro de garganta no Reino Unido. 

Com os mais recentes sistemas robóticos, pode-se focar mais do que nunca na forma de como se podem tratar estas condições na garganta para reduzir os efeitos colaterais indesejados, particularmente relacionados à deglutição.

Estudos sugerem que a cirurgia robótica transoral (TORS) é pelo menos tão boa quanto a cirurgia convencional, embora uma comparação definitiva ainda tenha que ser realizada, diz Arora. Mas, o mais importante é que ao cortar o tumor com tanta precisão, pode-se reduzir a quantidade de pacientes com necessidades de quimioterapia e radioterapia. 

Um estudo de 4,5 milhões de libras do Cancer Research UK está a ser realizado no Guy's e em hospitais em todo o país. 

Arora usou o método para remover cerca de 30 tumores de garganta por ano desde a criação do serviço com Jean-Pierre Jeannon, diretor clínico para o cancro no Guy’s 

A operação leva 90 minutos e os pacientes geralmente recebem alta após dois dias, realizando-se  depois a reabilitação, incluindo terapia da fala. 

Fonte: Oral Cancer Foundation / www.dailymail.co.uk 

Autor: Fiona McCrae, Roger Dobson 

Artigo original OCF: ”Robot that can cut out hard-to-reach throat tumours through patients’ mouths: Pioneering operation reduces need for chemo and radiotherapy” 

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