O JornalDentistry em 2019-1-17

EDITORIAL

A robótica e o futuro da Medicina Dentária

Ao iniciar o ano novo gostaria de desejar a todos muitas realizações profissionais e muito sucesso na perseguição dos objetivos a que se propuseram para este 2019!

Célia Coutinho Alves, DDS, PhD, médica dentista doutorada em periodontologia e diretora do "O JornalDentistry"

Ao antecipar este novo ano, e depois de um percurso estonteante da medicina dentária nos últimos anos, tentei pensar numa palavra que o lançasse, que servisse de denominador comum ao longo destes 12 meses que se iniciam. E se há 20 anos se falava muito de “estética” e “metal-free”, há 10 anos “imediato” era a palavra de ordem. Mas de há dois/ três anos até agora a palavra “digital” tomou-lhe o lugar. Foi, de facto, o digital que imperou em 2018, ladeado por alguns outros temas que se foram tornando mais preponderantes como: o CAD-CAM, minimamente invasivo, facial scanning, impressão 3D, biomimético... Atrevo-me a dizer que a palavra de ordem que se começará a ouvir cada vez mais associada à medicina dentária nas suas diferentes áreas será a “robótica”. 
E será sem dúvida ela que dominará a década que se iniciará em 2020. Já se passa o mesmo noutras indústrias há algum tempo e mesmo na medicina começa a ser uma realidade. 
A robótica virá para agregar algumas das valências que têm estado na calha: tratamentos menos invasivos, mais rápidos, mais precisos, com menor pós-operatório, menos dependentes do operador, tecnologicamente dependes do digital, do 4D mais do que somente do 3D pois estaremos a manipular também a dimensão do tempo 
Por muito que me seja difícil a visualização de um “médico dentista-robô”, e que nada tem a ver esta imagem com um ser humano robotizado que já nos tem vindo a ser apresentado nos sucessivos Web Summits, acredito que esse será o desafio da próxima década. A tecnologia avançará para deixar de estar ao lado da cadeira do médico dentista, no CBCT, na impressões 3D, nos scannings digitais para estar “no médico dentista” que manipulará instrumentos tecnologicamente avançados, a partir dum ecrã /cabine/ óculos com visualização indireta e maximizada em tempo real, quais mãos, dedos articulados milimetricamente instruídos por cálculos matemáticos e algoritmos para não falhar. 
Confesso que quando penso nisto, quando sinto esta realidade tão próxima, dá-me um friozinho no estômago, um misto de descrença com ansie- dade, um misto de “nunca será possível” com “deve ser um mundo novo cheio de possibilidades”! 
Ainda não sei como vai ser mas sei que vai ser. E o futuro na nossa profissão será maravilhoso se o abraçarmos uma vez mais sempre a pensar no melhor servir os nossos pacientes. Robótica. Uma palavra a reter. 

 

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OJD 61 ABRIL 2019

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