O JornalDentistry em 2020-6-21

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Mudança e valor na profissão:É agora!

Esta é uma altura de mudança. Não dizemos isso apenas porque é o que se espera cada vez que há um ato eleitoral, mas esta é mesmo uma altura decisiva para a mudança na condução do futuro da Ordem dos Médicos Dentistas.

Miguel Pavão, médico dentista

Após duas décadas de uma liderança que agora finda, a OMD enfrenta desafios cruciais para o futuro da profissão e a decisão de quem os poderá conseguir ultrapassar está nas mãos dos colegas e do seu voto. A escolha é simples: ou uma nova liderança com uma equipa profissional conhecedora e interessada e capaz de trabalhar pela união de todos, ou um projeto político de alguns profissionais que, inevitavelmente, irão atrasar ainda mais a recuperação necessária para a profissão de médico dentistas

A candidatura que lidero apresentou-se sempre com quatro princípios que consideramos estratégicos: Defender a classe profissional; Defender melhores políticas para a saúde oral; Valorizar a profissão pelo ensino, formação e mercado de trabalho e reformar a OMD numa lógica de proximidade. Porque é necessário mudar o rumo da classe. Porque somos clínicos e temos de acreditar que a profissão tem futuro.

Em todas as entrevistas e fóruns online, de Norte a Sul, sempre dissemos que pretendemos fazer da OMD uma Ordem ao serviço da classe e não ao serviço de um projeto pessoal ou político. Uma das maneiras de conseguir isso é apostarmos na proximidade e, muito importante, trabalharmos para unir a classe. Iremos defender a classe naquilo que tem sido a precariedade e a desvalorização dos médicos dentistas face a um distanciamento cada vez maior em relação à medicina. Estas são as prioridades, mas queremos ainda reforçar as competências da Ordem, procurando estar mais ágeis e com maior capacidade de resposta junto dos colegas.

Para isso, insistimos nesta frase, que não poderá soar como algo oco, mas tangível: queremos ter uma liderança de proximidade.

Quando me perguntam o que espero fazer de diferente em relação ao anterior bastonário, não posso deixar de sentir uma certa reserva na resposta. Digo isto, primeiro, por uma questão de pudor profissional e depois, por respeito pelas instituições, mas quando penso nas dificuldades dos últimos 20 anos e vejo os jovens que agora chegam à profissão e as condições em que são obrigados a trabalhar, e olho ainda para a responsabilidade social do médico dentista e para a qualidade da Saúde Oral dos portugueses, sinto mesmo uma enorme necessidade de fazer muitas coisas diferentes do atual Bastonário.

Espero não ser um Bastonário distante e autista da classe.

Pretendo estar próximo dos colegas e sem medo de colocar o dedo da ferida. Ser uma pessoa que defenda a classe com a acutilância que faltou à anterior gestão. Muito importante ainda, serei um Bastonário livre para pensar e lutar pela resolução dos problemas de uma classe profissional. Por não ter uma cor partidária assumida, terei a legitimidadeinstitucional para conseguir melhores resultados junto dos poderes estatais do que qualquer outro que esteja engajado a um projeto político pessoal.

Estas eleições são atípicas, pois foram ainda marcadas pela pandemia da COVID-19. E se houve setor na medicina que foi afetado, esse foi certamente o da medicina dentária.

As clínicas suspenderam a sua atividade, como se isso fosse algo normal.

É contraditório que um setor médico não tenha respostas durante uma pandemia e que deixe atrasar consultas e intervenções a não ser apenas em caso de urgência.

Poderiater sido diferente a nossa resposta? Poderemos apenas especular, mas posso falar do que fiz como candidato. Numa altura em que os médicos dentistas estiveram completamente abandonados durante esta pandemia, procurei mostrar que é possível um outro rumo. E um rumo seguro.

A pandemia veio mostrar uma total desorientação do Bastonário e do Conselho Diretivo. Ficou tudo à espera que a OMD estivesse em sintonia com as outras ordens dos profissionais de saúde, nomeadamente a Ordem dos Médicos, farmacêuticos e enfermeiros. E, no meio disto, a OMD ficou completamente esquecida. Pelo meu lado, realizei trabalho: reuni com os partidos políticos para mostrar como os médicos dentistas ficaram muito fragilizados e seriamente afetados, insisti na necessidade de haver medidas concretas de apoio à retoma e também em relação ao impacto económica e alertamos ainda para a especulação dos EPI.

Outras das nossas preocupações passa também pelos jovens médicos dentistas que ficaram ainda mais prejudicados no meio desta pandemia. Pela sua situação de recibos verdes e precariedade, sabemos que cerca de 30 por cento deles já perderam o trabalho. Agora, muito deste nosso trabalho necessita do voto dos colegas nas próximas eleições para, lá está, ganharmos a legitimidade institucional e poder de negociação juntos das autoridades governamentais.

Senão, é um trabalho que se perde e que vai atrasar a vida profissional a muita gente.

Para a equipa que lidero, deixo sempre uma mensagem de ânimo e digo-lhes que fazem parte de uma candidatura de vitória e mudança de rumo. E que, no dia 27, a Ordem vai mudar para melhor. Para isso, é importante ainda a participação dos colegas eleitores, para que percebam que o seu voto conta muito para essa mudança. Peço-lhe que não deixem de votar e pensem, no momento em que fizerem a cruz no boletim de voto, se querem manter tudo como está ou se querem um novo projeto, uma nova equipa que traz um futuro diferente e melhor para a profissão. Porque, como disse, a palavra “mudança” não é apenas porque há eleições, mas sim porque é mesmo urgente e necessária.

 

 

Por Miguel Pavão 

Candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas

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