JornalDentistry em 2026-1-24
A periodontite, caracterizada pela inflamação crónica dos tecidos periodontais, é a sexta epidemia mais disseminada a nível global . Leva a danos irreversíveis nos tecidos moles e ósseos, provocando retração gengival, mobilidade dentária e, por fim, perda dentária.
O Papel da IA como Ferramenta Auxiliar no Diagnóstico
—Estadiamento Automático: Sistemas de Deep Learning capazes de medir níveis ósseos alveolares e classificar o estadiamento da periodontite com elevada fiabilidade, utilizando radiografias periapicais.
—Visualização 3D e Morfologia: Fugindo ao plano bidimensional, cientistas apresentaram modelos virtuais 3D que permitem uma análise muito mais detalhada da morfologia de defeitos intraósseos do que os métodos tradicionais.
—Poder Preditivo e Classificação: Sistemas baseados em Redes Neuronais Artificiais (RNA) e Support Vector Machines (SVM) têm alcançado precisões de até 98% na classificação de diferentes tipos de doenças periodontais.
Um dos marcos recentes é o sistema DeNTNet, que ao analisar ortopantomografias, obteve uma pontuação F1 de 0,75, superando a média de 0,69 alcançada pelos médicos dentistas. No mesmo sentido, o algoritmo foca-se na interpretação de padrões de perda óssea em panorâmicas, algo crucial para o prognóstico a longo prazo.
Conclusão: A IA vai deixar de ser um conceito futurista para se tornar uma ferramenta muito util para o médico dentista dentro de pouco tempo. Estas ferramentas prometem otimizar o planeamento terapêutico, reduzir o erro aumentando a previsibilidade dos tratamentos periodontais no dia a dia clínico.
Fontes: Diversas
A integração da Inteligência Artificial (IA) na medicina dentária na União Europeia.