JornalDentistry em 2026-1-03

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Meter o Rossio na Betesga. quando a ambição não cabe no espaço

A expressão “meter o Rossio na Betesga” é largamente usada para ilustrar o disparate de querer encaixar o demasiado grande no demasiado pequeno. A sua origem remonta a Lisboa, através do contraste entre a ampla Praça do Rossio e a estreita Rua da Betesga.

 A sua origem remonta a Lisboa, através do contraste entre a ampla Praça do Rossio e a estreita Rua da Betesga. Apesar de não haver
um registo documentado da sua primeira utilização, aparece em obras e dicionários de expressões populares já no século XIX - por exemplo, numa peça de Almeida Garrett de 1845.

A palavra “betesga” provém de “ruazinha” ou “viela”, o que reforça a ideia de algo diminuto.
Tem sido frequente a MedSUPPORT receber consultas para instalar unidades de saúde em espaços ou imóveis insuficientes ou incompatíveis com aquilo que os seus promotores ambicionam.

Quando a área é escolhida, as contas são muitas vezes feitas apenas com base nas salas clínicas - gabinetes e salas de tratamento - sem considerar devidamente as áreas logísticas obrigatórias nem o espaço necessário para circulação. Armazéns, instalações sanitárias e salas de reprocessamento de dispositivos médicos de uso múltiplo (vulgo esterilização) são frequentemente esquecidos ou subdimensionados na fase de escolha do imóvel. O mesmo sucede com corredores e áreas de circulação, cada uma com as suas próprias exigências a cumprir.

 

 

E, tal como na expressão, também na área da saúde o problema raramente está na ambição. Está no espaço que não a comporta.

Mesmo quando o promotor conhece as áreas mínimas de uma sala de consulta ou tratamento, é frequente negligenciar as áreas que, apesar de obrigatórias, considera dispensáveis. No entanto, se é verdade que o espaço deve adaptar-se à prática clínica real, é igualmente verdade quemessa adaptação tem de ocorrer dentro dos limites da lei.

       

       "A ambição não é oproblema: é o espaço quenão a comporta. Uma clínica só cresce se o imóvel for
        pensado desde o início"

 

Quando uma licença é pedida e emitida para uma deter- minada tipologia, ela autoriza o conjunto de consultas e tratamentos que a deontologia profissional permite. Não é possível “prometer” que determinados procedimentos nunca serão realizados para justificar a dispensa de requisitos obrigatórios.
Normalmente, o resultado destas escolhas é um conjunto de instalações com espaços exíguos e, por vezes, sem o número de salas clínicas inicialmente idealizado. Para além da frustração natural, isto significa iniciar um projeto económico que, à partida, não tem qualquer possibilidade de crescimento.

 

Então, como evitar esta situação?
É na fase inicial, antes de adquirir o espaço que se evitam erros estruturais que, mais tarde, nenhuma obra ou rearranjo conseguirá resolver. Um imóvel inadequado não afeta apenas a operação clínica: compromete o modelo económico de forma estrutural.

 

   "Ignorar áreas logísticas e requisitos legais leva a projetos inviáveis. O espaço certo é o primeiro passo para uma            clínica sustentável"

 

 

A análise deve ser feita por profissionais e tem de considerar as tipologias e valências clínicas que o promotor quer, e precisa, de instalar para rentabilizar o seu modelo de negócio. Só com esse valor mínimo de área necessária definido deve ser assumido qualquer compromisso com imóveis.
A medicina é rica em procedimentos distintos que podem conduzir ao mesmo resultado, e é fundamental compreender, desde o início, como cada procedimento será realizado:

• Em que sala é autorizado?
• Que equipamento obrigatório exige?
• Como serão reprocessados os materiais?
• Que salas e equipamentos são indispensáveis pargarantir esse reprocessamento?

Se tudo isto for ignorado na análise inicial, o resultado será inevitavelmente um espaço demasiado pequeno para as ambições clínicas e um projeto que começa “mal”.
Uma clínica é um organismo que vive e cresce. O espaço físico define a capacidade de expansão e a tranquilidade operacional. Evitar “meter o Rossio na Betesga” é, acima de tudo, garantir que a clínica começa pelo princípio certo: um espaço que a respeite, que permita crescer e que obtenha licenciamento sem dramas. E é precisamente aqui que a MedSUPPORT faz a diferença. 

 

 

Porto: 229 445 650
Lisboa: 210 415 944
www.medsupport.pt
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