JornalDentistry em 2026-3-10
Muitas pessoas poderão ler este texto, considerá-lo adequado e até concordar que seria interessante reavaliar suas rotinas.
Mas, lamentavelmente, não vão mudar uma vírgula nos hábitos adquiridos. Muitos deles, aliás, sem real serventia ou valor.
As horas perdidas rolando nas redes e a procrastinação enraizada geram ansiedade por não conseguir cumprir as tarefas prioritárias. Há excelentes livros e artigos que orientam caminhos para um melhor aproveitamento do tempo.
O problema, quase sempre, não está no método. Está na mudança, novamente ela, da forma de olhar para o dia a dia com disciplina.
"Em ambientes de prestação de serviço, tomando uma clínica
como exemplo, investe-sen pouco tempo em organização e
planejamento"
Em ambientes de prestação de serviço, tomando uma clínica como exemplo, investe-se pouco tempo em organização e planejamento. Foca-se na execução, mas negligencia-se a estrutura.
Falando de pacientes: colhem-se dados, história clínica, imagens, exames. Até aí, tudo bem. O ponto crítico é o que vem depois. É necessário estruturar, integrar e “costurar” todas essas informações. E isso não acontece quando sobra tempo. Pode até acontecer ocasionalmente, mas, na prática, exige a construção deliberada, e disciplinada, de momentos específicos para pensar.
Todos sabemos que o diagnóstico precisa de sustentação.
E, quase nunca, se revela de forma clara numa primeira consulta. Pode, sim, haver situações de emergência que nos obriguem a decidir e intervir de imediato. Mas isso não deveria ser a regra.
Os pilares do diagnóstico são multifatoriais. Precisam se alinhados com riqueza de detalhes para reduzir a margem de erro. Erro que, aliás, existe. Reconhecê-lo é um dom. Um dom doloroso, mas real.
A diferença, que está no título, está na forma como você conduz a análise, apresenta os resultados e direciona o planeamento. Sem organização do tempo no quotidiano,
isso não se sustenta. Vira algo comum. Superficial. Quase uma “olhadinha” para emitir opinião. Absolutamente sem consistência.
É aí que a diferença se torna visível aos olhos do paciente.
Ela ganha peso, ganha autoridade, porque nasce do aprofundamento, do cuidado em integrar registos e da capacidade de traduzir tudo isso de forma compreensível para quem está à sua frente.
"O problema é continuar a não fazer por falta de tempo.
Tempo que, muitas vezes, é desperdiçado em coisas banais"
Muita gente trabalha assim. Tenho a certeza. São signatários do que escrevo.
“Padrão”, diriam alguns. “Comum”, diriam outros.
O problema não é saber que isso existe. Nem acreditar que é o certo. O problema é continuar a não fazer por falta de tempo. Tempo que, muitas vezes, é desperdiçado em coisas banais.
Dr. Celso Orth — Graduado em Medicina Dentária - UFRGS; MBA em Gestão Empresarial - Fundação Getulio Vargas; Educador Físico - IPARS; Membro Fundador da Academia Brasileira de Odontologia Estética; Membro Honorário da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética; Palestrante de Gestão na Prestação de Serviços na área da saúde; Reabilitador que trabalha em tempo integral na Clínica Orth - Rio Grande do Sul - Brasil.
Para enviar questões e solicitar esclarecimentos: [email protected]
A integração da Inteligência Artificial (IA) na medicina dentária na União Europeia.