O JornalDentistry em 2017-12-28

ARTIGOS

Bactérias e fungos orais podem indicar um risco maior de cancro da língua

O carcinoma de células escamosas da língua, também conhecido como cancro oral da língua, é uma doença agressiva cujo diagnóstico geralmente resulta na sua deteção tardia, que normalmente ocorre antes do começo da dor e da ocorrência de lesões.

Contudo, pesquisadores da Case Western Reserve University School of Medicine, Cleveland Clinic e University Hospital Centers of Cleveland oferecem esperança para um diagnóstico mais precoce e com uma melhar taxa de sobrevivência. 

Descobriram que a diversidade e riqueza bacteriana, bem como a riqueza fúngica, são significativamente reduzidas no tecido tumoral em comparação com os tecidos não tumorais correspondentes, aumentando a perspetiva de que certas bactérias e fungos, em quantidades suficientes e possivelmente com formas interativas, possam desempenhar um papel no desenvolvimento do cancro oral da língua. 

Pesquisas anteriores mostraram que as bactérias podem estimular o cancro gástrico e colorretal. 

Segundo os pesquisadores, o cancro oral da língua surge geralmente nos dois terços anteriores da língua e as taxas têm aumentado rapidamente, tornando-se a segunda malignidade mais comum na cavidade oral. 

Enquanto o vírus do papiloma humano (VPH) causa quase 90% dos tumores da base da língua, o VPH só é encontrado em 2,3% dos cancros orais da língua, (nos dois terços anteriores da língua) 

As causas do cancro oral da língua não são claras, mas os pesquisadores acreditam que as mutações genéticas podem desempenhar um papel importante , enquanto o consumo de  tabaco e a fraca higiene oral também possam estar correlacionadas com seu desenvolvimento. 

A bacterioma é cada vez mais reconhecida como desempenhando um papel ativo na saúde, mas o microbioma humano tem sido muito menos estudado e nunca o foi antes no caso do cancro oral da língua. No novo estudo, os pesquisadores extraíram DNA de tecido de 39 pares de tumor e tecidos normais adjacentes de pacientes com cancro 

O firmicutes foi o filo bacteriano mais abundante e foi significativamente aumentado no tecido tumoral comparado ao tecido não tumoral, 48% contra 40%, respetivamente. No total, a abundância de 22 géneros bacterianos e sete fúngicos foi significativamente diferente entre o tumor e o tecido normal adjacente, incluindo o Streptococcus, que foi significativamente aumentado no grupo tumoral (34% versus 22% no tecido normal). 

Estudos estão a começar a surgir, demonstrando interações entre bactérias e fungos na formação da doença. Pesquisas adicionais são necessárias para entender como essas duas comunidades influenciam ou são influenciadas em contextos de doenças como o cancro oral da língua.

O estudo: “Bacteriome and Mycobiome Associations in Oral Tongue Cancer,” foi publicado no "Oncotarget. 

Fonte: Oncotarget

Artigo original: “Oral Bacteria and Fungi May Indicate Greater Tongue Cancer Risks”

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