Por natureza, a medicina dentária é um setor de consumo de recursos e de produção de resíduos (muitos deles biológicos ou químicos), o que torna a transição para um modelo circular não apenas ético, mas estrategicamente inteligente e com melhores resultados económicos.
Dezembro tem esta particularidade: enquanto o mundo anda entre jantares, luzes e correrias, nós - nos laboratórios - continuamos a viver entre prazos e aquelas urgências das clínicas que “precisam só disto antes do Natal”.
Os médicos dentistas podem tornar as clínicas dentárias e os consultórios mais sustentáveis e amigas do ambiente adotando medidas que reduzam o consumo de recursos, a produção de resíduos e o impacto ambiental, sem comprometer a segurança e a qualidade dos cuidados.
Um novo estudo do King’s College London sugere que as pessoas que vivem no Reino Unido e seguem uma dieta próxima da dieta mediterrânica têm maior probabilidade de apresentar uma melhor saúde gengival, com níveis potencialmente mais baixos de doenças gengivais e inflamação.
Tantos exemplos que poderíamos citar, até de forma generalista, de líderes políticos ou empresariais que distorcem evidências e pesquisas.
No passado dia 31 de outubro, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) lançou uma nova página informativa dedicada ao Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS+), onde apresenta o enquadramento, os objetivos e o cronograma de implementação deste novo programa.
Há decisões que não se medem em euros nem em horas. Medem-se em identidade, em controlo, em tempo mental. E talvez nenhuma decisão seja tão frequente (e tão silenciosamente debatida) nos laboratórios como esta: produzir internamente ou recorrer a outsourcing?
Há muito tempo que os colutórios se gabam de matar 99,9% dos germes na boca, mas os investigadores da Rutgers Health sugerem que esta abordagem drástica pode prejudicar a saúde oral, eliminando as bactérias benéficas juntamente com as nocivas.
Um estudo recente da University of Gothenburg, publicado no periódico Acta Odontologica Scandinavica, investigou como adultos jovens entre 18 e 30 anos percebem a cor dos dentes anteriores.
Atualmente já muitas Faculdades de Medicina Dentária estão a adaptar a sua formação à realidade digital, incorporando ferramentas avançadas de simulação (realidade virtual/aumentada), plataformas virtuais e sistemas de aprendizagem personalizados baseados em IA.